Os Reinos

Na época de Lineu eram considerados apenas dois reinos: o Vegetal e o Animal. Em 1866, o zoólogo alemão Ernst Haeckel criou o termo “protista” para designar um conjunto de organismos simples, eucariontes, que não eram caracterizados nem como vegetais nem como animais. Mais tarde, o novo Reino Protista enquadraria as bactérias, os protozoários, os fungos e as algas.

Em 1956, o biólogo norte-americano H. F. Copeland propôs a criação de um novo reino, Monera, que abrigaria os seres de natureza celular mais simples – as bactérias, que diferem de todos os demais por serem organismos procariontes. Estabelecia-se, dessa forma, um sistema de quatro reinos: Monera, Protista, Vegetal e Animal. Logo depois, em 1969, o zoólogo norte-americano Robert Whittaker sugeriu que os fungos fossem elevados à categoria de um novo reino. Surgia, assim, o sistema de cinco reinos (Monera, Protista, Fungi, Animalia e Plantae.

O processo no conhecimento científico, particularmente no que diz respeito à composição genética das diferentes espécies, levou, no final do século passado, a uma nova reformulação na classificação dos seres vivos. O reconhecimento de que os organismos procariontes são profundamente diferentes de todos os demais, em termos genéticos, levou alguns cientistas a proporem a existência de dois super-reinos: Prokarya, que abriga os seres procariontes, Eukarya, no qual estão reunidos todos os demais organismos celulares. Além disso, nessa nova visão, o Reino Monera admite dois sub-reinos: Archaea (que abriga organismos unicelulares procariontes, as arqueas, que diferem as bactérias “comuns” em muitos aspectos metabólicos e bioquímicos) e Eubacteria (que abriga as demais espécies de bactérias, inclusive as cianobactérias.

Embora existam outros sistemas de classificação biológica, na tendência geral é a adoção do sistema de cinco reinos com algumas pequenas alterações, conforme as sugestões norte-americana Karlene Schwartz e Lynn Margulis. Essa última é bastante conhecida pela sua teoria da origem simbiôntica das organelas (mitocôndrias e cloroplastos) dos eucariontes. A principal virtude do sistema de cinco reinos é sua fidelidade na representação da diversidade morfológica e bioquímica dos seres vivos, aliados a uma visão evolutiva da classificação biológica.

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