Os anfíbios em perigo

Os anfíbios são animais muito particulares. Vivem em ambiente terrestre, mas dependendo da água para sua reprodução. Alguns são de um beleza rara, com cores vivas de advertência aos predadores (são muito venenosos); outros, como certas espécies de sapos, com sua pele cheia de verrugas, provocando repulsa e temor em muitas pessoas.

Muitas espécies de anfíbios vivem exclusivamente nas florestas tropicais de todo o planeta; esse é um ecossistema muito adequado a eles, devido à sua alta umidade. Algumas espécies de rãs arborícolas chegam mesmo a se reproduzir em cima das árvores, pondo seus ovos na água da chuva que fica acumulada entre as folhas das plantas epífitas (como as bromélias, por exemplo).

Oophaga pumilio

Infelizmente, os pesquisadores têm constatado que várias espécies de anfíbios vêm sofrendo uma drástica diminuição no tamanho de suas populações, em todo o mundo. De início, pensou-se que isso seria devido às alterações climáticas promovidas pelos seres humanos nas últimas décadas. De fato, sabe-se que os ovos dos anfíbios e, em menor escala, também suas larvas e até mesmo os adultos, são particularmente sensíveis à radiação ultravioleta. Ora, com a destruição de parte da camada de ozônio que recobre a Terra, realmente tem ocorrido uma maior incidência de raios ultravioleta em determinadas regiões do globo. Esse fato poderia explicar o fenômeno da rarefação das populações de anfíbios nesses locais.

Mais recentemente, no entanto, outras descobertas vieram se somar a essa explicação. Ambas aparentemente, também estão ligadas à degradação ambiental promovida pelo ser humano. Em primeiro lugar, constatou-se nos últimos anos um grande aumento nos casos de infecções, entre determinadas espécies de anfíbios, pelo fungo Batrachochytrium dendrobatidis. Esses fungos provoca uma doença de pele, conhecida como quitridiomicose, que debilita enormemente os animais infectados. Não se sabe ao certo a razão para o aumento nos casos de infecção por esse fungo, mas há a suspeita de que isso se deva às alterações ambientais induzidas pela mão dos ser humano, particularmente o aquecimento global.

Em segundo lugar, os cientistas constataram recentemente que, para um anfíbio de pequeno porte, a derrubada de uma pequena parte da mata pode significar um problema muito grande. Isso porque os espaços abertos resultantes podem impedir que o animal se locomova até a água, para realizar sua reprodução. De fato, a destruição parcial do hábitat parece ser o fator mais importante para explicar o declínio populacional de muitas espécies de anfíbios da floresta. O problema é que essa destruição nem sempre precisa ser muito grande, do ponto de vista humano: bastam algumas dezenas de metros, como já dissemos. Para o anfíbio, uma nova estrada ou um pouco mais de mata derrubada para a lavoura podem ser, literalmente, o fim da linha.

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