Reprodução

A reprodução das bactérias se faz por bipartição simples (cissiparidade) em um processo chamado amitose: a partir de uma único célula originam-se, em poucas horas, milhares de indivíduos geneticamente iguais, os clones.

Em algumas espécies ocorrem processos sexuais, como a conjugação. Nesse processo, duas células se unem por uma fina ponte citoplasmática, o que possibilita a troca de DNA, resultando em uma maior variedade genética na descendência.

Certas bactérias são capazes de produzir esporos, que são células especiais ligadas à resistência. Aumentando a temperatura ou havendo uma desidratação no meio onde se encontram, essas bactérias podem rapidamente concentrar boa parte de seu protoplasma em um dos polos ou no centro da célula, formando ao redor dele uma grossa e impermeável parede celular, caracterizando, desse modo, o esporo. Destruída a bactéria que o produziu, o esporo permanece em dormência, sem manifestar processos vitais. Sob condições ambientais adequadas, ele germina e se desenvolve em uma nova bactéria ativa. Alguns esporos suportam horas de fervura, dessecação, ação de desinfetantes e até radiação, e podem permanecer no solo, intatos, durantes anos. São esporos desse tipo que podem contaminar ferimentos profundos na pele, onde, sob condições anaeróbias, desenvolvem as formas bacterianas vegetais.

Como apresentam uma alta taxa de reprodução, essas novas bactérias acabam provocando doenças, como é o caso do tétano. Nas cianobactérias não são conhecidos processos sexuais, e a reprodução ocorre por bipartição e pela formação de esporos. Em Oscillatoria sp., comum em lagoas e charcos, os seus longos filamentos se fragmentam em hormogônias, que são pequenos segmentos capazes de crescer de forma independente. Esses filamentos deslizam lentamente e apresentam uma bainha gelatinosa externa à parede celular.

As espécies filamentosas podem ter dois tipos especiais de células: os heterocistos e os esporos. Esses últimos são formas de resistência, que sobrevivem em ambiente seco. Já os heterocistos têm grande importância metabólica, pois são capazes de fixar o nitrogênio atmosférico.

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